quinta-feira, 6 de setembro de 2012

INSPEÇÃO EM CALDEIRAS E VASOS DE PRESSÃO


NR-13 – Caldeiras e Vasos de Pressão

Esta norma estabelece todos os requisitos técnicos e legais relativos à instalação, operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão, de modo a se prevenir a ocorrência de acidentes do trabalho.

A NR 13 tem a sua existência jurídica assegurada, em nível de legislação ordinária, nos artigos 187 e 188 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Alguns destaques da NR-13

13.1.2 Para efeito desta NR, considera-se "Profissional Habilitado“ aquele que tem competência legal para o exercício da profissão de engenheiro nas atividades referentes a projeto de construção, acompanhamento operação e manutenção, inspeção e supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão, em conformidade com a regulamentação profissional vigente no País.

Resolução n° 218/73, Decisões Normativas 029/88 e 045/92 do CONFEA estabelece que engenheiros mecânicos, navais e engenheiros civil com atribuição do art. 28 do Decreto Federal n° 23.569/33 desde que cursado as disciplinas de Termodinâmica e Transferência de Calor.        

13.1.4 Constitui risco grave e iminente a falta de qualquer um dos seguintes itens:

a) válvula de segurança com pressão de abertura ajustada em valor igual ou inferior a PMTA;
b) instrumento que indique a pressão do vapor acumulado;
c) injetor ou outro meio de alimentação de água, independente do sistema principal, em caldeiras combustível sólido;
d) sistema de drenagem rápida de água, em caldeiras de recuperação de álcalis;
e) sistema de indicação para controle do nível de água ou outro sistema que evite o superaquecimento por alimentação Deficiente.

13.1.6: Toda caldeira deve possuir, no estabelecimento onde estiver instalada, a seguinte documentação, devidamente atualizada:
a)   Prontuário da Caldeira
b)   Registro de Segurança
c)   Projeto de Instalação
d)   Projetos de Alteração ou Reparo
e)   Relatórios de Inspeção


  • Prontuário: Onde deve constar a caracterização da caldeira (anexo A da norma NBR 12177); Documentação original do fabricante; projeto de instalação da caldeira.
  • Registro de Segurança: Livro com folhas numeradas, ou sistema equivalente onde são registradas as ocorrências.
  • Lista de Verificação: Itens a serem verificados (Anexo B da norma NBR 12177).
  • Relatório de Inspeção: Feitos por profissional habilitado e relatórios registrados no registro de segurança (Anexo C da norma NBR 12177).
  • Manuela de Operação: Onde indicam os procedimentos de partida e parada da caldeira, situações de emergência e procedimentos de segurança. Fornecido pelo fabricante.


Atualização desse documento deve ser feita por profissional habilitado, conforme o subitem 13.1.2. Deve ser anotada todas as intervenções feitas na caldeira.

13.1.6.3: O proprietário da caldeira deverá apresentar, quando exigido pela autoridade competente do Órgão Regional do Ministério do Trabalho, a documentação mencionada no subitem 13.1.6.

13.3.4 Toda caldeira a vapor deve estar obrigatoriamente sob operação e controle de operador de caldeira, sendo que o não atendimento a esta exigência caracteriza condição de risco grave e iminente.

13.3.5 Para efeito desta NR será considerado operador de caldeira aquele que satisfizer pelo menos uma das seguintes condições:
a) Ter certificado de "Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras" e comprovação de estágio, conforme a NR-13.
b)  Possuir comprovação de pelo menos 3 (três) anos de experiência nessa atividade, até 08 de maio de 1984.

A NR-13 estabelece um currículo mínimo para certificar o operador de caldeira. Não basta somente ter o certificado para tornar-se operador de caldeira. Também é exigido um estágio. E o treinamento deve ser dado por um profissional habilitado, conforme o subitem 13.1.2.

13.5.1 As caldeiras devem ser submetidas a inspeções de segurança inicial, periódica e extraordinária, sendo considerado condição de risco grave e iminente o não atendimento aos prazos estabelecidos nesta NR.

Esta norma faz menção de muitos outros itens e subitens, estes foram destacados para mostrar a importância da inspeção de segurança feita por profissional habilitado.

A norma brasileira NBR 12177/1999 – Caldeiras Estacionárias a Vapor – Inspeção de Segurança.
  • Fixa as condições exigíveis para realizar as inspeções de segurança das caldeiras estacionárias flamotubulares  ou aquotubulares a vapor, sujeitas ou não à chama.
  • Destina-se exclusivamente às caldeiras estacionárias, novas ou não, sujeitas ou não à chama, já instaladas.
  • Não se aplica à inspeção de caldeiras durante a respectiva construção.
Esta norma é dividida em duas partes.

1ª Parte: Caldeiras Flamotubulares
Este tipo de caldeira os gases de combustão estão do lado interno dos tubos e a água do lado externo.
2ª Parte: Caldeiras Aquotubulares 
Este tipo de caldeira os gases de combustão estão do lado externo dos tubos e a água do lado interno.

Toda caldeira deve, conforme a norma NBR 12177/1999 e a NR-13 ter placa de identificação, com no mínimo as seguintes informações:

a.      nome do fabricante;
b.     número de ordem, dado pelo fabricante da caldeira;
c.      ano de fabricação da caldeira;
d.     pressão máxima de trabalho admissível (PMTA);
e.      código de projeto e ano de edição;
f.       pressão de ensaio hidrostático;
g.     capacidade de produção de vapor;
h.     área da superfície de aquecimento geradora de vapor;
i.       categoria da caldeira;
j.       combustível.

terça-feira, 31 de julho de 2012


Guia de Material para Transportador de Correia a Granel

Guia de material é de fundamental importância para equipamentos como transportador de correia, pois é a responsável por acomodar, conter e direcionar o material a granel sobre a correia transportadora, no ponto de transferência.

O dimensionamento deste equipamento deve seguir critérios técnicos e normas para evitar muitos dos problemas encontrados em campo, como fuga de material pelas laterais, emissão de pó pela traseira e na saída da guia de material, e entupimentos do chute.

Fuga de pó pela traseira e saída da calha guia
Devido sua forma geométrica, como um túnel, ou corredor são necessários mecanismos de contenção do pó, devido às pressões geradas internamente, quando ocorre a queda do material sobre a correia. Como todo material segue o princípio da mecânica dos fluídos, isto é, percorre o caminho mais fácil de escoamento, o pó gerado vai para frente, ou para trás da guia. As soluções encontradas para essa contenção é instalação de caixas de fundo e cortinas de contenção de pó. Além de casos que exigem a instalação de filtros pontuais.

Fuga de material pelas laterais
Pelas laterais, em geral ocorre fuga de material, que deve ser contida pelo auxílio de placas de desgaste e vedações de correia, que neste caso devem também seguir critérios técnicos, para evitar danos na correia transportadora. Um problema comum encontrado em campo é o uso de tiras da própria correia transportadora como mecanismos de vedação, uma solução barata, pois é encontrado em abundância no campo, no entanto que trás sérios riscos a correia transportadora. Esta prática causa sulcos de desgaste na correia, diminuindo sua vida útil, retirando o revestimento de borracha e lacerando a lona da correia.

Placas de desgaste
Outro elemento de importância na guia de material é a placa de desgaste, ou sacrifício. Que conforme o tipo de material transportado pode variar sua composição. Em geral são placas fabricadas em UHMW, cerâmica, aços especiais. A finalidade dessas placas é evitar o desgaste das guias de material.

Segurança e economia
Além dos pontos abordados como funcionalidade, uma guia de material corretamente dimensionada, para aplicação do transportador de correia, representa segurança para o operador, facilidade de manutenção, segurança para o meio ambiente, segurança para o equipamento. Além da economia em peças de reposição, correia transportadora e desperdícios de material devido a fuga. 

As guias de material são de fácil instalação, por ser um equipamento modular. A instalação é feita utilizando a estrutura do próprio transportador de correia, no ponto de carga.

Para determinação do tamanho correto da guia de material a ser aplicada no transportador de correia são necessárias as informações:
  • Largura da correia
  • Perfil da correia transportadora
  • Velocidade da correia
  •  Material transportado

Este tipo de guia de material é utilizado em diversos tipos aplicações e materiais.

Abaixo fotos de uma aplicação de guia de material, mostrando o antes e depois, no mesmo ponto de transferência. Em um transportador de açúcar. A foto foi tirada após dois meses de uso e é possível observar  inexistência de material fugitivo pelas laterais e poeira pela saída da guia de material.

Foto Antes - guia de material



Foto Depois - guia de material utilizando os critérios técnicos




Eng. Reginaldo José Cavallaro
www.raengcom.com.br

quarta-feira, 25 de julho de 2012

FILTRO DE MANGAS INSERÍVEL 

Filtro de Mangas Inserível é um equipamento que tem a função de captar e coletar pó em suspensão de equipamentos e instalações industriais.

Por serem compactos e modulares de dimensões reduzidas com área filtrante de até 60 m2, podem ser instalados diretamente nos pontos de geração de pó, como:
  •  Chutes de transferência de transportador de correia;
  •  Guia de material de transportador de correia;
  •  Silos de armazenamento, ou pulmão;
  •  Moegas de recebimento de material;
  •  Cabines de solda;
  •  Cabeça, ou pé de elevador de caçambas.
Fazendo com que o pó coletado retorne ao processo sem perdas, ou contaminação.

Este tipo de filtro de mangas não necessita de instalação de tubulações para condução, ou coleta do pó em suspensão, apesar de poder utilizar este recurso.
  • Configurações que atendem as maiorias das aplicações;
  • Pode utilizar a pressão positiva do ar de transporte em aplicações de transporte pneumático;
  • Ser alimentado por exaustor para coleta de pó forçada;
  • Mangas podem ser instaladas na horizontal, vertical, ou inclinadas;
  • Vazões de ar 2.500 m3/h a 15.000 m3/h.
Fabricado com chapa de aço estrutural, podendo ser também em inox. Com gaiolas em aço carbono zincado, que prolonga a vida útil. Mangas em tecido de poliéster agulhado, para vários tipos de poeira e aplicações, podendo ser em forma de envelope ou cilíndrica.

Exaustor potente, com carcaça em chapa de aço soldada e motor trifásico, com vazões entre 2.500 m3/h a 15.000 m3/h. Válvulas de controle da limpeza das mangas tipo diafragma e painel eletrônico de controle das válvulas de limpeza. 
Equipamentos elétricos motor e válvulas também podem ser fornecidos para área classificada 21, ou 22.

Mesmo sendo destinado a aplicações pontuais, podem ser adaptados como filtros
centralizados.


Para determinação do tamanho a ser aplicado são necessárias as informações:
  • Material gerador de pó
  • Local de instalação
A limpeza das mangas é por jato de ar comprimido, controlado por um temporizador que regula abertura da válvula e o tempo de intervalo entre as válvulas solenóides.



terça-feira, 17 de julho de 2012

Raspador Primário de correia com lâmina inteiriça, ou segmentos de lâmina
Equipamento instalado tangente à correia, no rolo de transferência de material, permite a limpeza primária da correia transportadora, removendo o material grosso aderido à superfície da correia.  Para casos de transportadores de alta capacidade é possível instalação de mais de um raspador primário, no mesmo rolo.

Devido ao formato da lâmina de raspagem, o material removido da superfície da correia transportadora cai diretamente dentro do chute de transferência, diminuindo dessa forma a sujeira abaixo do transportador e as perdas no processo.

O material da lâmina, poliuretano, não agride a superfície da correia e por ser um elemento de desgaste é de fácil substituição durante a manutenção, pois a retirada com auxílio apenas das mãos, a lâmina é removida e substituída. Devendo ser seguido os procedimentos de segurança e manutenção.

A pressão da lâmina sobre a superfície da correia é exercida por um tensionador com mola ajustado por porcas, ou por um tensionador pneumático com tensionamento contínuo. O tensionador poderá ser duplo, dependendo da largura correia.

Para determinação do melhor raspador de correia são necessárias as informações:
  • Largura da correia
  • Diâmetro do rolo
  • Velocidade da correia
  • Material transportado

Este tipo de raspador pode ser utilizado em diversos tipos aplicações.


Eng. Reginaldo José Cavallaro
contato.ra@raengcom.com.br

quarta-feira, 11 de julho de 2012


PLANO DE RIGGING

O plano de rigging é o planejamento formalizado de uma movimentação de cargas com guindaste móvel, visando a otimização dos recursos (equipamentos, acessórios e manobra) aplicados na operação para evitar acidentes e perdas de tempo.
Por meio do estudo da carga a ser içada é possível determinar as  máquinas disponíveis, dos acessórios a serem utilizados, condições do solo e ação do vento  e quais as melhores soluções para fazer um içamento seguro e eficiente. É fundamental que o plano seja elaborado por um profissional com formação e conhecimento na área de movimentação de cargas, pois isso torna o plano mais confiável e seguro.
O Brasil não dispõe de uma legislação específica sobre o assunto, que regulamente a execução do plano de rigging, ou quanto ao profissional responsável pela sua elaboração, no entanto muitas empresas já adotam como procedimento obrigatório, por entenderem os riscos envolvidos tanto materiais, quando humanos,. É importante levar em consideração a formação do Profissional que elabora o plano de rigging e se este possui registro junto ao CREA, uma vez que, na falta desta legislação, muitos trabalhos estão sendo realizados por profissionais pouco capacitados ou sem condições de se responsabilizarem legalmente pelo serviço prestado (emissão da ART).
A NR 18 (NR 18.14.24.17 A implantação e a operacionalização de equipamentos de guindar devem estar previstas em um documento denominado "Plano de Cargas" que deverá conter, no mínimo, as informações constantes do Anexo III desta NR - "PLANO DE CARGAS PARA GRUAS". (Inclusão dada pela Portaria SIT/DSST nº 114/2005)) preconiza a obrigatoriedade da elaboração de plano de Rigging para movimentações de carga. O problema é que essa normatização se resume a um único item relacionado a guindastes de torre. Quando se analisa o glossário (NR 18.39) e as diretrizes do plano de carga desses equipamentos, no anexo III da referida norma, observa-se que eles possuem muitas diferenças em relação aos guindastes móveis sobre rodas.
Além disso, as tabelas de cargas dos fabricantes de guindastes sobre rodas apresentam diferenças de especificações. Por esse motivo, é necessária uma regulamentação também para a movimentação de cargas com esse equipamento, pois, conforme estatísticas divulgadas pelo site norte-americano Crane Accidents (www.craneaccidents.com), o número de acidentes com essa máquina é muito alto, principalmente em função da falta de planejamento prévio da operação.
Ações individuais
A elaboração do plano de rigging, nas grandes empresas, geralmente se baseia em parâmetros estabelecidos por elas próprias, tais como, a altura do içamento, o peso e geometria da carga, se o trabalho mobiliza um ou mais equipamentos e outras condições.
No que se refere à legislação sobre os responsáveis pela elaboração dos planos de carga, a Norma Regulamentadora NR 18 preconiza, no anexo III, que a obra tenha um profissional legalmente habilitado como responsável técnico pela manutenção e montagem da grua e pelos testes de resistência estrutural e eletromecânica desse equipamento. Nos planos de carga específicos para movimentações com guindastes móveis, os elaboradores geralmente são engenheiros capacitados.
Para que um estudo, planejamento ou especificação tenha caráter legal é necessária a abertura de uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), conforme determina a Lei nº 6.496/1977, pois esse requisito é indispensável para todo serviço técnico envolvido em obras de engenharia.
Por meio da Resolução nº 218, de 29 de junho 1973, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia define 18 atividades relacionadas às diferentes modalidades profissionais para os níveis de formação técnica, superior e de tecnólogo. O plano de rigging pode ser enquadrado como estudo, planejamento, especificação e desenho e com isso caberia ao engenheiro exercer a atividade nº 02 (estudo, planejamento, projeto e especificação), relacionado à sua formação, enquanto os técnicos e tecnólogos se enquadrariam na atividade nº 18 (execução de desenho técnico conforme sua área de formação).

terça-feira, 10 de julho de 2012

IÇAMENTO DE SILO 17ton


Içamento de silo para areia com capacidade de 120 m3, fabricado em chapa de aço, peso do silo vazio 17 toneladas. Altura de içamento 35 metros.
Utilizado guincho com capacidade de 120 toneladas.

Para este trabalho foi necessário todo o planejamento com a elaboração de um PLANO DE RIGGING.

VOCÊ SABE O QUE É E PARA QUE SERVE O PLANO DE RIGGING?